Senado aprova luto oficial de três dias no Congresso em razão da morte de João Gilberto


Considerado o pai da bossa nova, cantor e compositor faleceu no último sábado (6). Com luto, bandeira nacional do Congresso ficará a meio mastro a partir desta quarta-feira. Senado aprova luto de três dias no Congresso pela morte de João Gilberto
O plenário do Senado aprovou nesta terça-feira (9) requerimento que decreta luto oficial de três dias no Congresso Nacional em razão do falecimento do cantor e compositor João Gilberto.
O músico, um dos criadores da bossa nova, morreu em casa, no Rio de Janeiro, no último sábado (6). Ele enfrentava problemas de saúde há alguns anos.
Com o luto, a bandeira nacional ficará a meio mastro no Congresso a partir desta quarta (10).
Trata-se da primeira manifestação de luto oficial por um dos poderes da República em razão do falecimento do músico.
Nesta segunda (8), indagado por jornalistas, o porta-voz da Presidência, Otávio Rêgo Barros, informou que o presidente Jair Bolsonaro não decretaria luto oficial após a morte de João Gilberto.
“O presidente reconhece a importância do artista João Gilberto para a música brasileira. Como todos nós. Ele criou a bossa nova, um estilo de música, conhecido internacionalmente. O presidente se solidariza com a família e os amigos neste momento de dor”, disse, ressaltando que Bolsonaro “não pretende declarar luto oficial pelo fato da perda, do passamento, do nosso estimado João Gilberto”.
Na sessão desta terça na Câmara, o ex-ministro da Cultura e atual deputado, Marcelo Calero (Cidadania-RJ) cobrou de Bolsonaro uma manifestação oficial sobre o falecimento do compositor. Até o momento, além da fala do porta-voz, o presidente só comentou o fato em uma ocasião.
No sábado, ao sair do Palácio da Alvorada, Bolsonaro afirmou que João Gilberto era “uma pessoa conhecida”. “Nossos sentimentos à família, tá ok?”, disse no sábado.
O músico João Gilberto no Teatro Castro Alves, em Salvador, em janeiro de 1980.
Agliberto Lima/Estadão Conteúdo
Pai da bossa nova
João Gilberto Prado Pereira de Oliveira concluiu em 1961 a trilogia de álbuns fundamentais que apresentaram a bossa nova ao mundo: “Chega de saudade” (1959), “O amor, o sorriso e a flor” (1960) e “João Gilberto” de 1961.
O álbum que marcou o início do gênero em 1959, “Chega de saudade”, traz a música de mesmo nome composta por Tom Jobim (1927-1994) e Vinicius de Moraes (1913-1980).
A canção havia sido apresentada em um LP em abril de 1958 por Elizeth Cardoso (1920-1990), mas a versão mais conhecida, com a voz de João, foi lançada em agosto do mesmo ano.
Depois da consagração, lançou criações próprias e seguiu com shows e discos que se tornaram obras de arte, como é o caso de “Amoroso”, álbum gravado nos Estados Unidos entre 1976 e 1977 sob o selo Warner Music.
O álbum foi relançado no Brasil em formato longo durante os festejos dos 60 anos da Bossa Nova. O álbum celebra o encontro harmonioso do artista brasileiro com o maestro alemão Claus Ogerman (1930 – 2016).
Categoria: Pop & Arte

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