Diretor do coral da Capela Sistina renuncia após alegações de fraude


Conforme informou o Vaticano, papa Francisco aprovou o pedido para o monsenhor Massimo Palombella para encerrar sua atividade após nove anos no posto. Coral da capela Sistina, na Basília de São Pedro, no Vaticano, em imagem de fevereiro de 2017
REUTERS/Alessandro Bianchi
O diretor do coral da Capela Sistina, que proporciona o fundo musical para eventos papais há séculos, renunciou em reação a alegações de fraude e desvio de recursos.
O monsenhor Massimo Palombella “concluiu seu serviço” depois que o papa Francisco aprovou seu pedido para encerrar sua atividade, disse o Vaticano em um comunicado nesta quarta-feira (10). Palombella, de 51 anos, ocupava o posto há nove anos.
O coral, composto por homens e meninos e um dos mais antigos do mundo, canta em missas papais, grava com um grande selo e faz turnês.
O comunicado desta quarta-feira não fez menção a uma investigação interna envolvendo Palombella e Michelangelo Nardella, que já foi diretor administrativo e gerente de turnês do coral.
Ambos negaram irregularidades. A advogada de Palombella não quis comentar, e o representante de Nardella não respondeu de imediato a um telefonema.
O porta-voz do Vaticano, Alessandro Gisotti, disse que a investigação, que começou no ano passado para averiguar possíveis irregularidades financeiras, continua.
Palombella dirigiu o coral até a semana passada, mas na prática Nardella já havia sido substituído em janeiro, quando o papa colocou a instituição a cargo de outro departamento do Vaticano e indicou um arcebispo italiano para supervisionar as finanças.
No ano passado, o coral se apresentou na recepção de gala da abertura de uma exibição do Museu de Arte Metropolitana de Nova York. No entanto, a turnê nos Estados Unidos foi cancelada sem explicação, e a gravação de um novo CD tampouco aconteceu.
Quando o inquérito começou, no ano passado, a mídia italiana noticiou que Palombella e Nardella eram suspeitos de desviar dinheiro a um banco da Itália e usá-lo para despesas pessoais.
O coral conta com 20 profissionais adultos remunerados e 35 meninos de menos de 13 anos conhecidos como Pueri Cantores.
À época em que a investigação foi iniciada, também surgiram relatos de que alguns pais se queixaram de que Palombella era excessivamente rígido ao repreender os meninos verbalmente quando eles não tinham um bom desempenho.
O coral foi fundado em 1471, e suas origens remontam à Schola Cantorum instituída pelo papa Gregório, o Grande, por volta do ano 600.
Categoria: Pop & Arte

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